quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

               Dúvida


Vejo a luz que me ilumina,
Difusa e ténue entre a vidraça embaciada!
Quero partir para o mundo de Além
E conformar-me com a ternura do Nada!

Imiscuo minha alma no vazio,
Cubro-me com um manto de negra dor.
Escondo-me nas brumas pantanosas do ser
Espero, silenciosa, a chegada do Amor!

Grito abafado no âmago do sentir,
Corro de encontro ao Mundo, perdida
Fujo de mim, do medo, do sonho
Perco-me silenciosa, nas agruras da vida.

Quem sou, quem fui, que faço aqui?
Interrogo-me imersa na dúvida suplicante.
Não sei resposta, apenas dúvida!
Interrogação amarga, questão incessante.

                                                                 Ana Resende

domingo, 2 de dezembro de 2012

Poema -Vida breve

A vida é sonho passageiro,
Colagem de beijos dispersos,
Espinhos cravados na alma,
Prosa de abraços e versos.

É um rosto sem identidade,

Perdido na ausência do ser,
É dor que nos acalma o desejo,
Na ansiedade de viver.

Tão rápida se esfuma entre os dedos,

Tão breve a ampulheta da vida,
Cada instante como um último sopro.
Cada toque uma causa já perdida.

Feliz de quem vive o momento,

sem pensar que este já passou,
Que cada palavra derramada, 
É poeira de tempo que voou!

                                             Ana Resende

sábado, 24 de novembro de 2012

Agora que os Americanos estão a querer reduzir o número de funcionários Portugueses na base das Lages, talvez esteja na altura do estado Português permitir aos amigos Chineses, a criação de uma base no Arquipélago dos Açores.
Talvez desta forma os EUA consigam perceber a necessidade de ter em Portugal um aliado e não apenas um parceiro comercial que se descarta quando as coisas não estão bem.

domingo, 18 de novembro de 2012

Na promoção do nosso trabalho de "Petsitting" aqui deixamos as fotos de três amigos novos com quem tivemos o prazer de conviver nesta semana passada! São eles o Ty, o Shorty e o Max!
Trabalhar com animais não é um trabalho, é um prazer e uma diversão! Gostamos e esperamos repetir a dose com mais amigos simpáticos como estes!




Aproveitamos também para fazer um apelo em nome dos donos que vão partir para Inglaterra e não podem levar o Ty com eles!!! Quem estiver interessado em ficar de forma responsável com este simpático rafeiro de cor preta com oito anos de idade, para lhe dar carinho, amor e uma velhice condigna, contacte Pedro Félix: pfilix@gmail.com / 919222242










O Ty é um cão bastante afável, que gosta de ter o seu espaço, de correr e brincar e de uma boa paparoca!

Obrigada!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012



Recomendo particularmente no blog que abaixo cito, o artigo "Retrato do sentir no feminino" de Novembro!!! ;-)
Foi uma bonita crítica que me deixou muito orgulhosa e que hoje decido partilhar com todos com a maior humildade de alguém que escreve por prazer e que sente o que escreve!!!

http://notascomentarios.blogspot.pt/

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Crise da Dívida em Portugal e na Europa já não é de hoje. E o que aprenderam os Políticos? "ZERO"


Estávamos aqui a preparar uma aula de História e encontrámos estes dois excertos de notícias das últimas décadas do século XIX e princípio do século XX, que traduzem bastante bem não só o Estado deste país face à Monarquia vigente, como o próprio estado da Europa que passava por uma crise financeira. Afinal o que mudou e o que se aprendeu?

“O governo português anda mendigando em Londres um novo                                                                          empréstimo. Os nossos charlatães financeiros não sabem senão estes dois métodos de governo: empréstimos e impostos. (…)
É dinheiro emprestado e dinheiro espoliado. (…) E por fim não é dinheiro aplicado a nenhum melhoramento público; é só dinheiro para pagar juros da dívida e endividar-nos cada vez mais! (…)
É a dívida a multiplicar-se para não faltarem à corte banquetes, festas, caçadas e folias.”

Jornal A Lanterna, 17 de Dezembro de 1870

“Todo o país tem trabalhado, desde 1891, para se desembaraçar da crise, que é a mais profunda que país algum europeu está a atravessar.
É nesta situação angustiosa, que uma família alcunhada portuguesa, com uma dotação fixada pela lei na quantia de 525 000$00 réis –
absolutamente fabulosa para o nosso orçamento e para a nossa pobreza –
que esta família, tendo paços e casas, que o Estado lhes cede gratuitamente, ousou arrancar aos cofres do Estado, com a cumplicidade dos respectivos ministros, somas elevadíssimas! (…)”

Discurso de Afonso Costa (destacado republicano) no Parlamento, 20 de Novembro de 1906

sábado, 25 de agosto de 2012

O Serviço Público de Televisão em Portugal.

A maior vantagem das Democracias na minha maneira de ver é podermos expressar uma opinião. Alguns dirão que a maior vantagem de uma democracia é a liberdade. Peço desculpa aos que assim pensam porque acho que estão errados.

Eis o porquê:

1- As notícias que nos são transmitidas são manipuladas e manietadas com o objectivo de nos fazer pensar num determinado sentido.

2- A ideia de felicidade nas democracias é instigar-nos desde que nascemos à ideia de que, apenas consumindo é que seremos felizes, apenas tendo um carro topo de gama, uma vivenda de luxo e uma carreira de sucesso é que seremos felizes.Mas quando atingimos esse patamar, a seguir vem a exigência de que apenas o céu é o limite e que temos de continuar a abdicar da vida em prol de mais trabalho e de mais dinheiro para termos a felicidade suprema, algo que todos os seres humanos desde planeta podem ter sem ter de destruir o mundo.

3- As democracias anunciam a alta voz que num mundo democrático todos temos as mesmas possibilidades de sucesso, mas eu acho que um pobre que nasce em democracia não tem as mesmas vantagens que têm uma criança rica ou o filho de alguém influente! Muitos dirão que sim, que é possível e é verdade que temos alguns casos de sucesso, mas a maior percentagem das pessoas menos favorecidas da sociedade não fazem parte das estatísticas de sucesso.Porque nem todos nascem inteligentes ou racionais! Só que um filho de um rico pode dar-se ao luxo de falhar ou de experimentar o insucesso e mesmo assim vingar na vida, mas o filho de um pobre não pode cometer erros, não pode por exemplo reprovar ou deixar de tirar boas notas, tendo em consideração que ainda por cima não tem dinheiro para explicações.

Mas tudo isto tem apenas um objectivo:  a minha opinião sobre a decisão do governo de Portugal de vender o serviço público de televisão.

Na minha óptica a forma de privatizar era simples. Se é viável? Essa é outra questão. Mas um governo que não consegue gerir uma empresa, como pode gerir um país e mais, estamos a falar de uma empresa que recebe milhões de uma taxa injusta de serviços audiovisuais.
Portanto eu acho que o estado deve manter um canal de serviço público que teria de gerir com o dinheiro do orçamento de estado e sem publicidade paga e sem os ordenados milionários que são pagos a alguns dos funcionários e vender aos privados o outro canal e assim libertar os valores da publicidade paga que recebe.

Porque se o modelo proposto for para a frente então o nosso país ficará sem o único canal não pago que transmite um modelo de televisão que prima pela diferença em relação a todos os outros e a cultura nas suas mais variadas formas irá ficar mais pobre e todo um país irá perder mais uma fonte de informação e de divulgação cultural.
Mas é algo que não me espanta visto que o ministro que tem a tutela para decidir é sem mais nem menos o senhor Dr. Quatro cadeiras, portanto já vimos a onde isto vai desembocar! Será uma remodelação parecida com aquela da Senhora Espanhola de Borja. A esta senhora diziam-lhe já desde tenra idade que ela tinha muito jeito para pintar, aqui neste país à beira mar plantado uma Universidade diz que o Sr. Relvas tem muito jeito para gerir e governar!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A educação em Portugal

Governos atrás de governos, afirmam a alto e bom som que se deve investir na educação, porque um país moderno e desenvolvido precisa de um bom sistema educativo para que seja sustentável e competitivo.Mas infelizmente o que temos é políticos atirar areia aos olhos dos Portugueses.

Porque os governos resolveram investir milhões em infraestruturas, mas esqueceu-se que onde se deve verdadeiramente investir é nos processos de ensino e na avaliação de todo o sistema, de modo a que se possa compreender e avaliar ano após ano onde estão os problemas que levam a que as pessoas do nosso país sejam as que no final do seu percurso educativo, tenham um baixo conhecimento em comparação com as pessoas de outros países que possuem o mesmo grau académico.

Creio que se não fizermos nada, nos próximos anos iremos continuar com o ciclo de maus alunos, que vão originar maus cidadãos e consequentemente maus pais.